10 Novas Composições para Braguinha

10 Novas Composições para Braguinha
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Código do produto: 129
Disponibilidade: Disponível
Preço: 10,00€

Autor: Paulo Esteireiro

Editora: AREArtística

Em “10 Novas Composições para Braguinha” é possível encontrar influências de diversos universos musicais, entre os quais se destacam três: 1) Jazz; 2) Blues e Rock; 3) Música Clássica. Todas as peças do livro estão escritas em notação musical convencional e em tablatura, permitindo assim a execução destas composições mesmo por aqueles intérpretes que tenham poucos conhecimentos musicais ao nível da leitura de partituras.
Este livro realiza uma ponte musical com os cavaquinhos de Cabo Verde e do Brasil. As peças que constituem esta edição seguem a afinação tradicional e mais comum da Madeira, Ré-Si-Sol-Ré (da mais aguda para a mais grave), que é igualmente a afinação principal do Cavaquinho em Cabo Verde e no Brasil. Assim, quem souber tocar num cavaquinho destes países poderá igualmente tocar as peças aqui apresentadas.
Paulo Esteireiro é licenciado, mestre e doutorado em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa. É atualmente Chefe de Divisão de Investigação e Multimédia na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia da DRE.


O Braguinha

O Braguinha, instrumento que atualmente é considerado um dos cordofones tradicionais da Madeira, já teve várias designações na Madeira: braguinha, braga, machete, machete de braga ou cavaquinho. Na prática, todas estas designações referem-se a um mesmo instrumento, embora por vezes possam existir pequenas variantes ao nível da escala ou até mesmo da afinação.  
No século XIX, então com a designação de machete, este instrumento ocupou um lugar de destaque nos divertimentos sociais madeirenses e na educação musical, principalmente feminina. Um conjunto importante de músicos madeirenses compuseram um largo repertório musical para este instrumento, tendo sobrevivido até aos nossos dias centenas de composições de belo efeito, tais como valsas, quadrilhas, polcas, mazurcas, temas e variações, marchas, etc.
É importante realçar que não foram só os madeirenses a considerar o braguinha um instrumento excecional. Existem vários relatos de turistas do século XIX, que descreveram os entretenimentos musicais madeirenses e que fizeram questão de salientar o notável efeito que o então machete tinha nas mãos de um bom executante. Tal foi o sucesso deste instrumento entre a larga comunidade estrangeira que residiu então no Funchal, que nos guias turísticos da época era frequente os estrangeiros referirem nomes de professores de machete, o que indicia o enorme interesse pela aprendizagem deste instrumento. A própria Imperatriz Sissi estudou este instrumento musical com um dos nossos maiores músicos da época, Candido Drumond de Vasconcelos, existindo ainda atualmente fotografias da imperatriz a tocar machete no Funchal.
Mas não foi só no Funchal que o braguinha teve sucesso. Os portugueses nos movimentos migratórios em que participaram não levaram apenas a língua portuguesa, a nossa tecnologia e comércio. Levaram também o seu modo de estar e as suas formas de lazer. É por esse motivo que, através dos instrumentos musicais, ainda hoje em dia é possível estabelecer pontes culturais entre a Madeira e os locais onde os madeirenses estiveram ao longo dos tempos. Por exemplo, parte da relevância que atualmente tem o braguinha deve-se à sua relação com o famoso ukulele do Hawaii, instrumento difundido praticamente por todos os continentes. Conhecido em todo o mundo, o ukulele parece ter evidentes raízes madeirenses, sendo uma espécie de combinação entre o braguinha e o rajão. Tem as dimensões e o número de cordas do braguinha e a afinação das primeiras quatro cordas do rajão.

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